O Partido dos Trabalhadores tem um grande desafio para as eleições de 2026. Seus dois maiores líderes políticos na Bahia — o ministro Rui Costa (PT), da Casa Civil, e o senador Jaques Wagner (PT-BA) — desejam o mesmo posto de candidato ao Senado no próximo pleito estadual.
No entorno de Rui Costa, a informação que circula é que o senador Jaques Wagner estaria desejando parar de disputar cargos eletivos, o que abriria espaço para a candidatura do ministro da Casa Civil ao Senado em 2026.
Já no grupo petista mais próximo de Wagner, a possibilidade é 100% rejeitada. O senador não deseja mais disputar cargos do Poder Executivo, mas faz gosto na ideia de continuar ocupando uma cadeira no Senado Federal — e tem total apoio de sua esposa, Fátima Mendonça, influência fundamental em suas decisões.
“Essa coisa de Wagner não querer ser candidato [ao Senado] é lenda. Ao contrário da candidatura a governador, por exemplo, que tinha resistência até de Dona Fátima. Para o Senado, não. Ele quer, Dona Fátima quer e eu acho que o presidente Lula também vai querer”, declarou ao portal A TARDE uma liderança do PT-BA próxima do senador.
Os interesses conflitantes reforçam a ideia de divisão interna no PT-BA entre os mais próximos a Rui e os mais chegados a Wagner. Os dois são amigos há mais de 40 anos, quando se conheceram na política sindical do Polo Industrial de Camaçari, mas acabaram discordando em decisões recentes do grupo, gerando um afastamento.
Como as próximas eleições estaduais contam com duas vagas para o Senado, o problema estaria totalmente resolvido se o partido não estivesse apostando em um aliado, o ex-deputado federal Ronaldo Carletto (Avante), para ocupar um dos postos.
O Avante, comandado por Carletto na Bahia, está sendo fortemente apoiado pelo governo de Jerônimo Rodrigues (PT) no seu processo de crescimento, com atuação próxima do secretário estadual Luiz Caetano (PT), do próprio governador e de seu chefe de gabinete, Adolpho Loyola (PT).
Fonte: ATarde





