{"id":6061,"date":"2023-11-21T15:24:39","date_gmt":"2023-11-21T18:24:39","guid":{"rendered":"https:\/\/acontecenoreconcavo.com.br\/?p=6061"},"modified":"2023-11-21T15:24:41","modified_gmt":"2023-11-21T18:24:41","slug":"pesquisa-revela-que-30-das-brasileiras-ja-sofreram-violencia-mas-cai-percepcao-feminina-de-que-o-pais-e-muito-machista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acontecenoreconcavo.com.br\/index.php\/2023\/11\/21\/pesquisa-revela-que-30-das-brasileiras-ja-sofreram-violencia-mas-cai-percepcao-feminina-de-que-o-pais-e-muito-machista\/","title":{"rendered":"Pesquisa revela que 30% das brasileiras j\u00e1 sofreram viol\u00eancia, mas cai percep\u00e7\u00e3o feminina de que o pa\u00eds \u00e9 \u201cmuito machista\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Cerca de 30% das mulheres brasileiras j\u00e1 sofreram algum tipo de viol\u00eancia dom\u00e9stica ou familiar provocada por um homem, e dentre elas, 76% foram v\u00edtimas de viol\u00eancia f\u00edsica. Esses e diversos outros dados est\u00e3o presentes na 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o da pesquisa Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar contra a Mulher, realizada em parceria pelo Instituto DataSenado e o Observat\u00f3rio da Mulher contra a Viol\u00eancia (OMV).<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa, realizada a cada dois anos, busca acompanhar a percep\u00e7\u00e3o das mulheres brasileiras sobre a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar desde 2005. Naquele ano, a primeira edi\u00e7\u00e3o do levantamento serviu de subs\u00eddio para a formula\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha, sancionada em 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>A mais nova edi\u00e7\u00e3o da pesquisa foi divulgada na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (21), em audi\u00eancia p\u00fablica da Comiss\u00e3o de Assuntos Sociais do Senado. Os resultados do levantamento foram apresentados na comiss\u00e3o pela diretora da Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social do Senado, \u00c9rica Ceolin.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os resultados da pesquisa, 64% das mulheres que sofreram viol\u00eancia dom\u00e9stica ou familiar e que recebem mais de seis sal\u00e1rios m\u00ednimos declaram ter sofrido viol\u00eancia f\u00edsica. Esse \u00edndice, entretanto, chega a 79% entre as v\u00edtimas com renda de at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados levantados em entrevistas realizadas entre os dias 21 de agosto e 25 de setembro deste ano mostram queda na percep\u00e7\u00e3o feminina de que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds muito machista. A pesquisa revela que 62% das entrevistadas disseram que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds \u201cmuito machista\u201d (esse n\u00famero chegou a 71% nas pesquisas de 2019 e 2021).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto caiu a porcentagem de pessoas que consideram o Brasil \u201cmuito machista\u201d, aumentou o n\u00famero de mulheres que enxergam o pa\u00eds como \u201cpouco machista\u201d. Esse percentual cresceu de 25% na pesquisa de 2021 para 32% nesse levantamento recente. Outras 4% responderam que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds \u201cnada machista\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Caiu tamb\u00e9m na pesquisa do Instituto DataSenado e do Observat\u00f3rio da Mulher contra a Viol\u00eancia (OMV) o \u00edndice de brasileiras que acreditam que em geral as mulheres n\u00e3o s\u00e3o tratadas com respeito no Brasil. Enquanto em 2021, a maioria absoluta das cidad\u00e3s (54%) percebia que as mulheres n\u00e3o eram tratadas com respeito no pa\u00eds, em 2023 menos da metade da popula\u00e7\u00e3o feminina (46%) pensa o mesmo. \u00c9 importante notar que o menor \u00edndice observado na s\u00e9rie foi em 2013 (35%).<\/p>\n\n\n\n<p>Em que pese a rua ainda ser considerada o lugar onde as mulheres s\u00e3o menos respeitadas, observa-se uma invers\u00e3o nas opini\u00f5es sobre o tratamento recebido pela popula\u00e7\u00e3o feminina nos ambientes laborais e familiares. Em 2021, 29% das brasileiras acreditavam que a fam\u00edlia era o ambiente em que as mulheres eram menos respeitadas e 17%, o trabalho. J\u00e1 em 2023, inverte-se para 25% trabalho e 17% fam\u00edlia, uma mudan\u00e7a at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dita na s\u00e9rie.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa varia\u00e7\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com a queda verificada pela pesquisa na percep\u00e7\u00e3o sobre o aumento da viol\u00eancia dom\u00e9stica nos \u00faltimos 12 meses. Enquanto, em 2021, 86% das brasileiras percebiam um aumento da viol\u00eancia no \u00faltimo ano, em 2023 esse \u00edndice caiu para 74%.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento, que ouviu 21.808 brasileiras de 16 anos ou mais e que foram entrevistadas por telefone, mostra que a percep\u00e7\u00e3o sobre a incid\u00eancia da viol\u00eancia dom\u00e9stica nos \u00faltimos 12 meses varia de acordo com a cor\/ra\u00e7a da mulher. Mulheres pretas, pardas e ind\u00edgenas percebem um aumento da viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar em percentuais maiores que as mulheres brancas ou amarelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator que influencia na percep\u00e7\u00e3o feminina sobre a incid\u00eancia da viol\u00eancia dom\u00e9stica nos \u00faltimos 12 meses \u00e9 a renda. Segundo a pesquisa, quanto menor a faixa de renda, maior a percep\u00e7\u00e3o de que a viol\u00eancia familiar aumentou no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dado interessante revelado pela pesquisa Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar contra a Mulher diz respeito ao grau de conhecimento das mulheres brasileiras sobre a Lei Maria da Penha. De acordo com os resultados obtidos pelo levantamento, um total de 67% das entrevistadas disse conhecer pouco a lei. Afirmaram conhecer muito a Lei Maria da Penha 24% das brasileiras, enquanto 8% afirmaram n\u00e3o conhecer nada da legisla\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda sobre os benef\u00edcios da Lei Maria da Penha, 51% das entrevistadas afirmaram que a legisla\u00e7\u00e3o protege \u201cem parte\u201d as mulheres contra a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar. Outras 29% disseram que a Lei Maria da Penha protege as mulheres contra a viol\u00eancia, enquanto 19% acham que as mulheres n\u00e3o s\u00e3o protegidas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar contra a Mulher teve como popula\u00e7\u00e3o-alvo mulheres com 16 anos ou mais residentes no Brasil. As participantes foram selecionadas por meio de amostragem aleat\u00f3ria estratificada nos 26 estados e no Distrito Federal.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os organizadores do levantamento, realizado por meio de entrevistas telef\u00f4nicas, por se tratar de tema sens\u00edvel \u00e0s entrevistadas, apenas mulheres trabalharam como entrevistadoras durante a coleta de dados. \u201cDessa forma, buscou-se evitar poss\u00edveis constrangimentos \u00e0s entrevistadas diante de perguntas delicadas\u201d, diz o texto que detalha o m\u00e9todo empregado para realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Bahia Not\u00edcias <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 30% das mulheres brasileiras j\u00e1 sofreram algum tipo de viol\u00eancia dom\u00e9stica ou familiar provocada por um homem, e dentre elas, 76% foram v\u00edtimas de viol\u00eancia f\u00edsica. 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