Possível pedido de recuperação judicial (RJ) na Gol (GOLL4), investigação do Ministério Público de São Paulo (MPE-SP) sobre a Hapvida (HAPV3). A última semana foi movimentada na Bolsa brasileira, acendendo um alerta nos investidores sobre o impacto de tais eventos na saúde financeira das companhias que já apresentam um alto endividamento – leia as reportagens sobre a queda das ações da Gol e as recomendações sobre o que fazer com o papel da Hapvida após o escândalo.
A queda das ações reflete um aumento da percepção de risco do mercado para com as empresas. Se o preço do ativo está correlacionado ao lucro de uma organização, quando a companhia passa por problemas financeiros essa relação fica atrapalhada. “Há ainda outros problemas: risco de inadimplência, desafios operacionais, risco de falência ou RJ, além da volatilidade das ações por conta de boatos”, destaca João Lucas Tonello, analista da Benndorf Research.
Por causa disso é tão importante monitorar de perto a saúde financeira das empresas que estão na carteira. E alguns indicadores podem ajudar nessa avaliação.
As piores pelo índice ICJ da Bolsa
Analistas de mercado acompanham várias métricas e indicadores para monitorar a saúde financeira de uma empresa. Quando o assunto é endividamento, o Índice de Cobertura de Juros (ICJ) pode dar um norte para que investidores avaliem o risco de determinado papel. Na prática, esse indicador financeiro mede a capacidade de uma empresa de pagar os juros de suas dívidas com os lucros que gera.
O ICJ vem do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de uma empresa dividido pela despesa total de juros no mesmo período. Quanto maior o número, maior é a capacidade de pagamento da companhia.
Fonte: Agência estado






