Nesta semana, a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no estado. No entanto, o texto teve discordância, e a votação contou com mais de três horas de obstrução por parte da bancada da oposição ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT).
O líder do governo na Casa, Rosemberg Pinto (PT), orientou o voto favorável da sua bancada, sem objeção por parte dos parlamentares. Na lista, nomes como Olívia Santana, pré-candidata à Prefeitura de Salvador, e Matheus Ferreira, filho do vice-governador Geraldo Júnior, que também está de olho no Palácio Thomé de Souza.
Já o líder da oposição, deputado Alan Sanches (União Brasil), conduziu o voto contrário, pedindo, na ocasião, ao presidente da Assembleia, Adolfo Menezes (PSD), que registrasse o nome de cada parlamentar que votou contra. “Eu gostaria que a taquigrafia registrasse”, respondeu o presidente. Confira a seguir como foi a votação em plenário.
Contrários ao aumento: Alan Sanches (União Brasil), Diego Castro (PL), Emerson Penalva (PDT), Hilton Coelho (PSOL), Jordávio Ramos (PSDB), Junior Nascimento (União), Leandro de Jesus (PL), Luciano Simões Filho (União Brasil), Robinho (União Brasil) e Tiago Correia (PSDB)
Favoráveis ao aumento: Alex da Piatã (PSD), Ângelo Coronel Filho (PSD), Antonio Henrique Junior (PP), Binho Galinha (Patriota), Bobô (PCdoB), Cafu Barreto (PSD), Cláudia Oliveira (PSD), Eduardo Alencar (PSD), Euclides Fernandes (PT), Eures Ribeiro (PSD), Fabrício Falcão (PCdoB), Fátima Nunes (PT), Felipe Duarte (PP), Hassan (PP), Júnior Muniz (PT), Laerte do Vando (PSC), Luciano Araújo (SD), Ludmilla Fiscina (PV), Maria del Carmen (PT), Marquinho Viana (PV), Matheus Ferreira (MDB), Nelson Leal (PP), Neusa Cadore (PT), Niltinho (PP), Olivia Santana (PCdoB), Patrick Lopes (Avante), Paulo Rangel (PT), Raimundinho da JR (PL), Ricardo Rodrigues (PSD), Roberto Carlos (PV), Robinson Almeida (PT), Rogério Andrade (MDB), Rosemberg Pinto (PT), Soane Galvão (PSB), Vitor Azevedo (PL), Vitor Bonfim (PV), Zé Raimundo (PT) e Zó (PCdoB).
Ivana Bastos (PSD), Eduardo Salles (PP) e Sandro Régis (União Brasil) não estiveram presentes. O deputado Diego Castro criticou a proposta feita pelo governador Jerônimo. “Quanto tempo cada trabalhador precisa trabalhar para sustentar essa farra da arrecadação, essa farra da gestão do governo do PT. São cinco meses que o trabalhador baiano trabalha apenas para pagar imposto. Qual a sensibilidade que o governo tem? Todos sabem que a população mais carente foi enganada, levando Lula e Jerônimo ao poder. Infelizmente fomos vencidos. O PT de Lula e Jerônimo aprovou mais um castigo aos baianos, o maior ICMS do Brasil”, lamentou.
O presidente estadual do PSDB, Tiago Correia, seguiu a mesma linha: “Votei contra e votarei contra sempre que for contra a população. O estado da Bahia é vice-campeão do Nordeste em imposto mais caro. Não basta ser o 24º colocado em competitividade entre os estados de todo o país. Nesses últimos anos caímos para a última colocação entre os estados do Nordeste em competitividade”.
Fonte: TRBN






